segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Roth descarta desinteresse no clássico: "no vôlei ou bolinha de gude tem rivalidade"

O clássico entre Atlético e Cruzeiro pela última rodada do Brasileiro reserva ambições diferentes para os arquirrivais em relação às pretensões na tabela, mas deve ter empenho de ambos. Enquanto o Galo disputa o segundo lugar e uma vaga direta para a Libertadores, o time celeste está garantido na Sul-Americana. Porém, para o técnico Celso Roth, o jogo tem um caráter especial. 

“Sempre tem a necessidade de vencer um clássico. Onde o clássico ocorrer em Minas Gerais, um Atlético e Cruzeiro, seja vôlei ou bolinha de gude, você tem rivalidade e quer ganhar. Queremos vencer, independentemente da situação do Cruzeiro. Por incrível que pareça, um time tão questionado tem 15 vitórias e 52 pontos. O futebol é assim. Tem que esperar acabar o ano. Mesmo sem seu grande estádio, o futebol mineiro se recuperou de dois anos difíceis. Quem ganha é o futebol mineiro”, disse Roth.

Com o destino selado longe da Toca da Raposa em 2013, o treinador gaúcho elogiou a postura da torcida do Cruzeiro neste domingo, mas garantiu que uma vitória no clássico contra o Atlético não muda a posição de sair da Toca, fato confirmado pela diretoria e o próprio treinador. 

“Não estou preocupado com isso. O torcedor sabe o que faz. Hoje não ouvi nenhuma manifestação. Tenho que parabenizar a torcida de torcedores pelo número. Quando cheguei aqui ouvi falar sobre a torcida do Atlético, mas a do Cruzeiro é muito ativa. Esteve com o time e isso é importante. Vai aqui os meus parabéns para o torcedor. Ela deve se manifestar quando não é bom e apoiar na reta final do campeonato”, afirma. 

Por fim, Roth explicou o motivo de sua mudança de conduta nos treinamentos, no último mês, e exaltou que deixará uma equipe preparada para o seu sucessor, ao contrário do que aconteceu em sua chegada.

“Um time que está mais ajustado, com esquema mais definido. Os jogadores sabendo o que tem que fazer. Estamos treinando há 30 dias e a maneira de fazer as coisas mudou. Vocês repararam que parei de gritar e chamar a atenção dos jogadores? É porque não precisa mais. Vem um treinador no início do Brasileiro e querem que a coisa funcione como uma varinha mágica? Isso não funciona. Os sinais estão todos aí, o Cruzeiro que faça seu planejamento em cima disso”, completou.

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